O CARRO COM CAPOTA DO MICKEY

Eis aí a única vez em que Mickey, no traço de Paul Murry, dirigiu um automóvel com capota, ao invés do seu clássico conversível.

  Trata-se da história "O Ídolo da Ilhota Uivante" publicada originalmente, no Brasil, na revista Mickey No. 105, de 1961

  Observe-se que não se trata do conversível com a capota levantada, mas sim de um autêntico sedã de duas portas, embora seja da mesma "marca".

 

Cesar Brito

 

O IRMÃO DO BANZÉ 

Em 1956, quando Bob Grant desenhava as tiras roteirizadas por Ward Greene, relatando as aventuras do cãozinho Banzé, ele não tinha três irmãs, mas sim duas irmãs: Chic e Sapeca; e um irmão: Pinote.

  Essas histórias, originárias de tiras de jornais, receberam o nome genérico de “Os Filhos de Lili”. Nelas, como no desenho animado, Lili e o Vira-Lata tiveram quatro filhos: dois machos e duas fêmeas, sendo que as duas fêmeas “puxaram” a mãe (Chic e Sapeca) e os dois machos “puxaram”, um a mãe (Pinote) e outro o pai (Banzé).

  Observem nos quadrinhos acima que as duas cadelinhas tem fitas amarradas no pescoço, porém o cãozinho não tem.

  Somente mais tarde, através do traço de Al Hubbard, Banzé passou a ter três irmãs, o que convenhamos, tem mais lógica, pois são todas iguais à Lili, a mãe, enquanto que ele, o “machinho” é igual ao Vira-Lata, o pai.

 

Cesar Brito

   

 

 O FURO DO KATO NO ZÉ FRAUDE

Quando produzia a série “Zé Fraude”, substituindo o Donald ou o Mickey pelo Zé Carioca, Jorge Kato, o nosso primeiro e maior Mestre Disney nacional, uma vez, pressionado pelos prazos curtos... errou.

Foi assim... na história (com traço original de Paul Murry) “O Tesouro do Deserto”, publicada na revista “Zé Carioca” no. 579 de 1962, ele substituiu o Mickey pelo Zé em todos os quadrinhos, menos nesse aí (o primeiro quadrinho da página 13), onde podemos identificar claramente o perfil do Mickey com suas orelhonas no lugar do Zé com seu grande bico de papagaio.

Enfim, ninguém é perfeito, não é mesmo?


Cesar Brito (com colaboração da lembrança do Esquilo Mário Leitão)

 

              

                                        A MARGARIDA DE CARL BARKS

 

Carl Barks não gostava de Margarida (a namorada de Donald, criada por Bob Karp e desenhada pela primeira vez por Al Taliaferro)... ele a achava MUITO FÚTIL!

Observem o primeiro exemplo, a história (one page) “A Elegante Invisível” (revista Pato Donald, No. 532, de 1962) de autoria de Barks, onde Margarida se mata de trabalhar para adquirir um chapéu que no final se revela uma arapuca... quanta futilidade!

No entanto, no segundo exemplo, “Todo Silêncio É Pouco” (revista Pato Donald, No. 467, de 1960), Margarida se revela uma excelente bibliotecária que chega até, com sua inteligência, a salvar Tio Patinhas de um feroz leão. Nada fútil, não é mesmo? Como explicar essa contradição?

Simples! O roteiro da segunda história é de Bob Gregory e somente o desenho é de Barks. Acontece que o Grande Mestre não se incomodava de desenhar histórias escritas por terceiros desde que fosse pago para isso!

Cesar Brito

 

    

ASTÉRIX E O PATOS! 

O que faz uma referência a Astérix e Obélix numa área dedicada às personagens Disney?

Para homenagear Albert Uderzo por ocasião dos seus 80 anos, que ocorreram em Abril de 2007, 34 artistas realizaram 64 pranchas de BD (quadrinhos). Entre eles esteve Vicar (vide Mestres Disney), artista chileno que, conforme indicação inserida no próprio álbum, “desenha aventuras do Donald, desde 1971, à razão de mais de 200 páginas anuais”. Vicar escreveu e desenhou uma história de 3 páginas, onde Astérix e Obélix contracenam com o Pato Donald, Prof. Pardal, Huguinho, Zezinho, Luisinho e Tio Patinhas. Na França foi publicada no álbum “Astérix et ses amis”, sob o nome “Melting Pot” e na Espanha no álbum “Astérix y sus amigos”, com o título “Astérix, en Patolandia”. A história com o Astérix e os Patos já foi publicada em Portugal, no álbum "Astérix e os seus amigos", com o título "Mixelânia", em novembro de 2008. No Brasil também terá sido, uma vez que já o vi à venda no Mercado Livre. Vicar ao longo da sua carreira colaborou, entre outras, nas publicações “Le Journal de Mickey” e “Picsou Magazine”. Fontes: http://coa.inducks.org/story.php?c=FC+AEA+1-1; http://coa.inducks.org/creator.php?c=VR; http://www.bedetheque.com/auteur-19990-BD-Vicar.html 

 

Mario Leitão

O BAFAFÁ DO BAFO 

Esta é do “fundo do baú”: Nas primeiras histórias em que Mickey enfrentava o seu mais antigo vilão, o sobrenome dele (do vilão) era escrito todo junto: Bafodeonça. Mas aí, aconteceu um imprevisto - Em uma das histórias, esse sobrenome foi cortado no final da frase dentro do balãozinho e ficou assim:

Na linha de cima: “Ba-”.

E na linha de baixo: “fodeonça”.

E as mães puritanas da época “caíram matando” na Abril: “Como é que é? Ele faz O QUÊ com a onça? Que absurdo!! Isso não se escreve numa revista para criancinhas!!!”. Depois disso, a ordem na redação foi que o sobrenome do João fosse sempre escrito com hífens. Assim, ó: “Bafo-de-onça”. Para evitar polêmicas!!! Se precisar separar, vai ficar:

Na linha de cima: “Ba-”.

E na linha de baixo: “Fo-de-onça”.

Sem mal-entendidos!


Cesar Brito

 

 

OS ÁLBUNS DA ABRIL

Figurinhas de Locomotivas

A Editora Abril ofereceu com as revistas Mickey (de 184 a 189) e Tio Patinhas (de 31 a 36) um álbum e figurinhas de locomotivas, mas o que faz um monotrilho misturado com figurinhas das olimpíadas?

 

 

 

 

 

 

 

 

A explicação encontra-se no verso da figurinha com o monotrilho.

 

 

 

 

Figurinhas de Aviões: Estas figurinhas foram distribuídas com a revista Mickey (172 a 177) e Tio Patinhas (19 a 24). O aviso ao lado, foi inserido no Tio Patinhas n.º 20, relativo a uma troca de numeração das figurinhas de aviões entregues com a revista.

Mário Leitão

 

QUANDO O MICKEY SUBIU A CAPOTA!

 

Essa Curiosidade foi a primeira que pensei em apresentar, porém só agora é que consegui fazê-lo. Na história "O Último Refúgio", datada de 1953 publicada no Mickey nº 54.

Trata-se da única vez em que Mickey fechou a capota de seu clássico conversível.

Observem no terceiro quadrinho a capota sendo fechada e o Pateta se abaixando. Vejam que no quarto quadrinho o Pateta está espremido dentro do carro porque quando a capota está aberta ele, sentado, é mais alto que o pára-brisa. Notem os limpadores funcionando.

Por fim, temos no sétimo quadrinho uma vista geral do carro com a capota fechada.

Interessante que essa história foi a primeira produzida pela dupla Paul Murry (desenho) e Carl Fallberg (roteiro), em 1953.

Depois dessa, nunca mais o Mickey fechou a capota de seu carro, creio que por consideração da dupla Murry-Fallberg com o coitado do Pateta.

 

Cesar Brito.

 

 

 

 

 

 

 

    O NOME DO PATINHAS!

 

Na pág. 178 do Vol. 27 de “O Melhor Da Disney”, “As Obras Completas de Carl Barks”, foi publicado o seguinte texto:

“...Esta trama, em especial, suscitou debates em comunidades Disney da internet sobre a origem do nome brasileiro do quaquilionário. Uma das hipóteses é que “Patinhas” deriva  de “Simon Patiño” (pronuncia-se “Patinho”), milionário boliviano que fez fortuna negociando cobre. O jornalista Gonçalo Junior apresenta outra explicação em “O Homem Abril”, biografia de Cláudio de Souza, ex-diretor das publicações infanto-juvenis da Editora Abril: “O nome foi idéia do (redator) Jerônimo Monteiro. Como não dava para conservar o original inglês “McDuck”, ele preferiu fazer uma adaptação do nome então utilizado para o personagem na Argentina. Assim, de “Tio Patilludo” (pronuncia-se Patilhudo), ele chegou a “Tio Patinhas”. Em castelhano, “patillas” (pronuncia-se “patilhas”) significa “suíças”, as enormes costeletas usadas pelo pato mais rico do mundo.”(Grifo nosso.)

 

Mas o texto original do jornalista e tradutor Marcelo Alencar, que deveria ter sido publicado, mas foi censurado pelo editor da Disney na Abril, Emerson Agune, foi o seguinte:

“A trama, aliás, já suscitou debates acalorados em comunidades disneyanas da internet acerca do nome brasileiro do velho quaquilionário. Cesar Brito, colecionador de quadrinhos de longa data, sugere que “Patinhas” deriva de “Simon Patiño”, antigo milionário boliviano que fez fortuna negociando cobre. O jornalista Gonçalo Junior, no entanto, apresenta outra explicação no livro “O Homem Abril”...”

Pois bem, se o nome do “Tio Patinhas” tivesse derivado do nome argentino “Tio Patilludo”, (pronuncia-se “Patilhudo”), ele seria “Tio Patilhas”. Mas como, na verdade, é “Tio Patinhas”, claro fica que deriva de “Patiña” (pronuncia-se Patinha) que era um milionário “figurinha fácil” do chamado (na época) ”Café-Society dos anos 1950” e que se encontrava com freqüência no “Copacabana Palace”, no Rio de Janeiro, sendo um sujeito muito famoso.

 

Vejam a mensagem que, depois disso, eu mandei para o jornalista Marcelo Alencar:

“Só de curiosidade, Marcelo:

Qual o critério dos caras para “solapar”? Você pelo jeito já tinha uma quase certeza de que isso aconteceria. Desde que você me mandou cópia do seu texto original. Não é mesmo?

Tem que ser "famoso"? Como a maioria daquelas pessoas que dão opinião na contracapa de OMD?...

...De qualquer forma agradeço (e muito) sua tentativa.

Abração.” (Grifo nosso.)

 

Caríssimos Esquilos (e quem mais vier a consultar este site): deixo em vossas mãos o critério de decidir quem está com a razão.

 

Cesar Brito

 

DONALD BANIDO DA FINLÂNDIA!? 

Em 1977 o Pato Donald foi banido na Finlândia por não usar calça e por não estar casado!

Na época surgiram títulos nos jornais como por exemplo: “Donald onde está sua calça?”, “Donald desaparece das bibliotecas!” “Donald banido na Finlândia” e “Donald não é casado, políticos indignados!”

Afinal tudo não passou de uma lenda urbana!

A verdade é que na Finlândia, a propósito da promoção de hábitos de leitura, muitas revistas e livros eram disponibilizados pelo Estado, de forma gratuita, a instituições de juventude. No entanto, no Outono de 1977, o município de Helsínquia atravessava uma crise financeira grave. Assim, foi decidido suspender a aquisição de um conjunto dessas revistas, entre as quais Aku Ankka (Pato Donald). O argumento foi que gastar o dinheiro dos contribuintes com a aquisição de revistas de quadrinhos não era a melhor maneira de promover os propósitos educativos dos centros de juventude.

Um dos decisores envolvidos, pessoa com dotes de humorista, Markku Holopainen, fez um discurso repleto de piadas, a justificar a decisão. Argumentou o senhor que Donald representava uma imagem distorcida da sociedade, por não haver famílias convencionais, com pai, mãe e filhos. Todas as crianças viviam com tios ou tias. Apontou que os quadrinhos encorajavam relações imorais fora do casamento e referiu a exposição indecente pelo fato de muitos personagens nem sequer usarem calça. O discurso terminou com indicação da perversão que representava o fato de o homem mais rico da cidade tomar banho em dinheiro.

A comissão acabou a rir às gargalhadas!

No ano seguinte aquele senhor candidatou-se a deputado. Os jornais e um dos seus adversários passaram a defini-lo como “o homem que baniu o Pato Donald de Helsínquia”. Nem é preciso dizer que foi derrotado.

Fontes: http://larko.wordpress.com/2006/05/25/the-truth-about-donald-ducks-pants/; http://www.snopes.com/disney/films/finland.asp; http://www.helium.com/items/97613-why-donald-duck-comics-were-banned

 

Mário Leitão

O NOME DO COELHO QUINCAS

    

   Capa da Edição 125                                  Lançamento do Concurso                              Página da edição 156 

                      

                 capa da edição 168                                                  Página com anúncio do nome escolhido

Diferente dos demais personagens Disney que tiveram seus nomes brasileiros escolhidos dentro da redação da Editora Abril, o nome do Coelho Quincas, que antes se chamava simplesmente Compadre Coelho, foi escolhido através de um concurso de sugestões de nomes.

O vencedor – aquele que tivesse sua sugestão acolhida – seria o “Padrinho” do Coelho.

O concurso durou do dia 30 de março de 1954 até o dia 25 de janeiro de 1955, respectivamente da edição 125 até a edição 168 da revista “O Pato Donald”, num total de 43 edições, o que representa pouco mais de dez meses.

Ao lado, o exemplo de páginas de sugestões, conforme saiam nas várias edições. Algumas das sugestões, que ali apareceram, foram: Zé Orelhudo, Pernacurta, Picareta-Noel, Coelho Quatrocentão, Espertalhão, Coelho Disney, entre várias outras. A garotada era criativa... mas nem tanto.

Finalmente, na edição 168, foi anunciado o nome escolhido: QUINCAS.

E o vencedor e “Padrinho” do coelho foi um tal Waldionor Ferraz da cidade de Teófilo Otoni, mineiro igual ao nosso C.H.E.F.E. Edílson.

E assim, em 25 de janeiro de 1955, exatamente no dia em que a cidade de São Paulo completou 400 anos de idade, o nosso Compadre Coelho passou a ser chamado pelo nome que ostenta até hoje: QUINCAS.

 

Cesar Brito

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